Escondo as lágrimas
no sono inventado
Mas isso não merece um poema.
Escondo as lágrimas
no sono inventado
Mas isso não merece um poema.
cute
Coitado! Hahaha
Hoje, madura
Amanhã, velha
O Tempo
Seca o riso
Seca o rio
Seca o Sol
alimento
da macula
do fruto
enodoado
pelo mesmo Tempo
que fortalece.
Pé de tomate regado
Crescentes folhas
se alimentam
alcançam o céu
do seu sorriso
iluminado
e se elevam.
Num ciclo fotossínteco,
folhas se renovam:
Nascem,
crescem,
reproduzem,
diariamente,
sob a luz do seu
sorriso.
Conversa amena, afável como o tempo morno.
Rio caudaloso que arrasta as impurezas do dia
Fluente, leva o torvo sempre com maestria.
Sempre eleito, felicidade é o seu adorno.
Vinham como linha coberta com cerol, cortantes, afiadas, e atingiam-me poderosas, torturando meus ouvidos delicados. A cada onda de som jorrada pela tua boca caluniante, mais sangue transparente escorria do meu rosto sofrido, que sentia-se rabiscado, arranhado com as mentiras e injustiças direcionadas a mim. Meus lábios dormentes resistiam como formigas em dias de ventanias tropicais, imóveis, medrosos, tementes por esboçarem alguma reação que viesse a te entregar o jogo. Não, eles não entregariam minha dor assim tão facilmente. Bem como o resto do meu corpo, meus olhos serenos permaneciam imóveis, porque qualquer reação poderia ativar a bomba cristalina plantada em algum lugar dentro de mim. Em algum lugar dentro desse ser cujo o escudo se perdeu, desgastado, no meio do caminho das aventuras sentimentais mal resolvidas.
Quando há noite
a saudade bate à porta
e as fotos entram em cena.
Cat on a Wet Tin Roof by Roeselien Raimond on Flickr.